Hoje vi-te. Era capaz de passar horas só a olhar para ti.
Adorei cada momento, a suavidade da tua pele ao tocar na minha, a tua cara com medo de seres apanhada sem pagar no eléctrico, e tudo o resto que guardo comigo.
Acho que nem notaste que apreciava cada instante em que os solavancos do eléctrico nos faziam tocar.
Quando se gosta assim de alguém, fica-nos o coração na boca em vez do cérebro, e valorizamos mais pormenores que no fundo, são banais. E serão?
Será banal adorar o teu cabelo, o á vontade que irradias ao falar com qualquer pessoa, e o teu sorriso, bolas o teu sorriso...
Minha menina, como tu disseste que gostavas que eu te chamasse, hoje adorei tudo menos a despedida. E mesmo na despedida adorei abraçar-te.
Gostava de o fazer sempre que me apetecesse, sem desculpas, mas isso são contas de outro rosário.
Espero voltar a ver-te amanhã, mas a nossa vida, a nossa felicidade, não depende disso. A tua não, e a minha muito menos. Mas ia adorar.
Tenho de parar de olhar tanto para o fim da viagem e apreciar mais a paisagem.
No fim da viagem já eu sei que tu não estás...

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