Saturday, 27 September 2008

Vai-me contando o que fazes da tua.
Enche-me de orgulho por ver essa força de vontade em acção.
Eu dir-te-ei o que vai sendo feito da minha.
Que caminhos tive coragem de trilhar... no fim de tanto hesitar.

Se calhar não vou pôr este em offline como te disse.
Se calhar até to mostre.
Se calhar até deixe de escrever.
Se calhar vou trancar tudo o que sinto bem no cerne da esfera.
Onde só tu conseguiste chegar.
E lá estou eu a hesitar outra vez.

Mas não voltes a por o que sinto em causa.
Para isso estou cá eu.
Aceita o meu racionalismo e não lhe chames desculpas.
Uns demoram mais a sentir, outros a agir, e outros ainda a fazer as duas.
Porque posso não acreditar na humanidade, mas acredito em ti.
Orgulho-me do que hoje és, não por ter tomado parte na tua formação, mas porque não é todos os dias que se conheçe uma pessoa tão bela, e em quem se possa depositar tanta confiança.

Sei que odeias que to chame, mas não tenho vergonha do que sinto.
Por isso por ti, meu amor, e muito por mim, vou esperando trémulo de que um de nós morra primeiro.
Eu ou o sentimento que nutro por ti.
Mas a minha pessoa está acima de qualquer sentimento.
Como tantas vezes me disseste, mesmo sem teres percebido que és a única que mesmo sendo pouco, consegue ler na perfeição aquilo a que me permito mostrar.
Por isso, o mais certo é um dia vermo-nos por aí.
E irmos falando quando me deixares.

Eu, tu, e o teu nome gravado na minha "casca".
Pode ser que nessa altura tenha orgulho em mim.
E não tenhas tu vergonha do que eu agora sinto por ti...

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