Fiquei com a ideia de que tiveste de trabalhar no feriado porque saíste mais cedo do trabalho no sábado.
Que convencido de merda.
Mas adorei ir contigo a Santa Apolónia no domingo.
Só não gostei de ainda não ter vencido a minha falta de coragem para te dizer o que tu já sabes que sinto.
Fiquei aterrado.
Achei que te estava a pressionar e por consequência, a perder-te.
Por vezes acho que ainda o faço.
Uma coisa e a outra.
Mas tu não te deixas pressionar, pois não?
E perder o quê se não ganhei nada?
Mesmo assim só espero que não estejas frustrada de alguma forma, possível ou imaginária, com o que se passa e não se passa entre nós.
Acho que a situação em si, no fundo só existe na minha cabeça.
Diz-me que não e atira-me de frente para a realidade.
Mas não ando triste, e fico cada vez melhor quando estou contigo.
Tens razão, ás vezes fico constrangido.
Mas só quando, por causa da iluminação, ou por alguma falha minha, tu me pareces tão linda que se torna difícil não o ficar.
As vezes basta o tom da tua voz, ou as palavras que transporta.
As vezes basta uma ideia desta minha criatividade que tu dizes que eu tenho.
A tal que considero uma maldição, que me leva a sonhar e consequentemente a acordar num mundo cada vez mais feio, marcado pelos meus despertares violentos de mãos dadas com a tua ausência.
E que segundo a tua opinião, faz de mim um artista ou um poeta.
A única coisa que a minha criatividade faz de mim, é acordar-me sentimentos, e nos últimos tempos por ti, que de racionais, não têm nada.
Já devia saber que sentir é pouco racional.
E eu por ti sou um autêntico burro.
Hoje, enquanto estava a falar com as miúdas, sofri um ataque de "irracionalidade".
Só conseguia pensar nas linhas do teu rosto.
No teu sinal.
E só me apeteceu que estivesses ali sentada ao meu lado, para te poder abraçar e evitar que tivéssemos tanto frio.
Resumindo, pouco mais de um dia depois, senti a tua falta.
Não para viver, mas que me fazes, fazes.
No mínimo para te beijar quando me apetecesse.
Realmente, onde é que anda a racionalidade.
O que quer que ainda não tenha acontecido, ha de vir a acontecer.
Contigo, só no dia em que morrer, é que vou conseguir ter percepção correcta do que não era suposto acontecer.
Tudo o que ficar por viver.
Mas este "tudo" só existe em mim...
Monday, 1 December 2008
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