Acho que estou melhor.
Aguentei-me um mês sem escrever praticamente nada.
Nada aqui.
Às vezes ainda te vejo on-line mas nem coragem tenho de te perturbar.
Das vezes que tive disseste sempre que não tinhas tempo, e eu acredito.
Tal como acredito que se quiseres dizes alguma coisa.
E se eu sinto falta disso.
De vires falar comigo só porque podes.
Nem que seja para me contar a situação mais banal do mundo.
Como que o que o que quer que saia desses lábios para os meus ouvidos alguma vez vá ser considerado banal.
Sim, sinto falta de ter alguém que se passe comigo e me misture a salada.
As coisas parvas de que eu não me esqueço.
Gostava de me lembrar de tudo.
Assim, uma vez por outra, lembrar-me de tudo.
Era sinal de que me tinha esquecido.
Ao contrário dos dias que passam, em que não há um em que este parvo não pense em ti.
E sem te esquecer, como é que alguma vez te vou lembrar.
Do mal o menos, sinto a minha odiosa comiseração mais fraca.
O que eu a odeio.
Não suporto a piedade dos outros para comigo, muito menos a minha para comigo mesmo.
Definitivamente estou melhor.
Mas definitivamente, continuo a sentir o mesmo que sentia por ti.
Sei que é inútil.
Sei que não te vale nada.
Tal como tudo o que aqui escrevo e que tu nunca vais ler.
Acho que te fartavas ao fim de cinco minutos.
Mas é o que sinto.
E mesmo que seja assim, inútil, é algo teu.
A viver em mim.
A viver por mim.
Não por sacrifício, mas por escolha minha.
Se o futuro me vier a mostrar que foi errada, ha de ser só mais uma a juntar às outras que já fiz.
Não tenho medo.
Se me vier a mostrar o contrário, porque haveria de ter medo de vir a ser feliz.
Tirando estas hemorragias da ferida que me deixaste aberta, espero que esteja tudo bem contigo.
Fogo, mas ainda era preciso dizer isto?
E esperavas outra coisa de mim?
Tuesday, 14 April 2009
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