É estranho, não acreditar nele, e, estar sempre a sonhar com ele...
Pior mesmo é imaginar o teu como meu, e ver todo o que tenho para ti a definhar em ansiedade...
Não me larga, chiça...
Chego a pensar que nunca mais a minha amizade por ti vai voltar a ser desinteressada.
Como se estivesse sempre á espera de uma reacção positiva por cada acção minha para contigo.
Como se estivesse sempre a querer ajudar-te, não porque realmente possas precisar, mas porque me dá prazer em ser-te útil.
Em ter a tua companhia.
Maldito seja o sentimento que nos faz por tudo em causa.
A outra face da moeda é o que tenho agora.
Cansaste-te e eu não passo disto.
Como se continuasse á espera das tuas reacções que nunca mais acontecem.
Como se tivesse congelado a minha vida emocional porque fora da tua existência não quero mais nada.
Isto, é, no mínimo chato.
Para os dois.
Parece que sempre que te quero falar tenho para dizer mais do que devia e acabo por não o fazer.
"Praying from the gutter even the strongest echoes stutter, and no message sounds as good as supposedly should..."
Vais acabar a sorrir, enquanto baixas o rosto sem desviar o olhar, como fazes sempre que vês alguém que te interessa.
E eu, eu vou estar aqui, a desejar que fosse possível ser eu essa pessoa.
Mesmo sabendo que não o é.
Que nunca vai ser.
É me inevitável sonhar.
Sinto-nos a anos luz.
Correcção, sinto-me.
Será o egoísmo latente um sinal de melhora?
Ou serei eu a lutar pela sobrevivência?
Se algum dia chegares a ler o que escrevo, pensa em cada texto como uma rosa.
Ou são lindas e perfumadas, ou tem espinhos que se cravam nos nossos dedos até ao osso e os enchem de dor e sangue.
Compreendes que para te dizer isto insultei todas as rosas do mundo?
Vale-me o facto de serem vegetais e não emitirem juízos de opinião...
Thursday, 4 June 2009
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