Sunday, 13 March 2011

não posso ser teu amigo. agora não. não é isso que sinto. e preciso, se preciso, que o que sinto seja respeitado. já não bastam as saudades que a tua ausência me provoca, o desespero dos momentos que queria partilhar contigo e tu não estás, o saber e ter de ir, dolorosamente dia após dia, aprendendo a viver com a tua não retribuição de afecto, e tu, tu. tu ainda tens a coragem de me enviar mensagens “Migo, pa!”. mas estás em que mundo? tu ouves alguma coisa do que te digo? não te posso dar o que me pedes. não o sinto. e o que sinto por ti não o queres. qualquer aproximação só me magoaria por constatar que não mudou nada, nem deste lado, nem desse. maldita a hora em que perdi o cartão de débito e tive de activar os tokens de sms com o número antigo. este domingo é um funeral daqui para a frente.
não te vou mentir e não vou recalcar o que sinto só para que tu não fiques incomodada. estás saturada, também eu. e se não dá, se não há hipótese, aprende a lidar com as consequências que eu estou a fazer o mesmo. merda pá, já me custa tanto afastar-me quando a vontade que tenho é de ir a correr ter contigo e ainda tenho de passar por momentos destes, onde tenho de confrontar o que sinto com o que tenho de fazer. os dois em extremos opostos.
fico tão triste ao constatar que ainda te quero tanto.
odeio esta situação...

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