Friday, 7 October 2011
entrei no quarto vazio, quente. faz muito tempo que não me sentia um estranho sem terra, sem ter a onde pertencer. apetece-me fugir sem destino mas o lençol é mais fácil. fechar os olhos e guardar tudo em segredo. sinto-me sozinho. não física, mas emocionalmente. dias à “Vincent O’Brien”. vai ser difícil não passar o fim de semana aqui fechado. eu, estas paredes, as minhas desilusões, as minhas culpas e as minhas mágoas. afinal tenho companhia que chegue. perdi foi a vontade de ver pessoas. de as ouvir. de lhes esconder a ansiedade que tenho e que não sei o que fazer com ela. agora que saíste de vez da minha vida, tenho medo do dia de amanhã. se dantes era mais um a lutar pelos teus braços, hoje luto por acreditar em mim. mas não me chega. tenho medo e sinto-me sozinho. a vida assusta-me desde pequeno.
desististe de mim. de nós. não gosto mas aceito. desisto agora eu. como estávamos só nos íamos magoar cada vez mais por cada vez menos. agora vou viver os meus medos a torcer para que vivas os teus sonhos, minha menina linda.
