As tuas palavras matam-me por dentro. Nada que eu não soubesse.
Dentro de algum tempo nem a mais reles erva daninha irá nascer neste solo.
O tal em que eu te queria oferecer abrigo.
O tal que eu queria tornar sagrado.
Pego-lhe pela mão e levo-o para o cadafalso.
A mando desse teu sorriso. A mando da tua alma.
Espero assim estancar a hemorragia que ele me abriu na minha.
Mas se eu falhar, que seque o sangue e escorra cicuta.
Ao longo do caminho, os olhos percorrem a beira da estrada.
Procuram um sinal de clemência.
Teu que o condenaste.
Meu que o vi nascer.
A tua vontade é a lamina, o meu desgosto o caixão.
Dele, que por ti ia até ao fim do mundo.
Dentro da minha esfera, choro por me pedires para fechar a última fenda que abriste.
Vou-te perder, o meu raio de luz.
"O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe."
Jorge Palma
Tens razão, conheço-te pouco, tal como tu a mim para me achares, como tu disseste, "tão fixe".
Mas então, faz todo o sentido ser como te digo.
Não me tires o teu sorriso nem a tua companhia.
Não ponhas em causa o que sinto, isso cabe-me a mim.
E eu comprometo-me a esforçar-me por o deixar morrer.
Nos dias de merda, aqueles em que não te falo, é quando ele esperneia mais.
Já não basta saber que bonita como és e estás, não tarda vais encontrar alguém que seja digno do teu amor.
Deixa-me, no mínimo apreciar a tua presença enquanto não me torno incómodo.
Gostava de escrever qualquer coisa mais alegre, mais leve.
Dá-me um motivo, que neste momento, não consigo ver nenhum.
Preciso de um bocadinho de luz.
Odeio ter razão meu amor, e tu, que me matavas se soubesses que te chamo assim, desta vez perdeste.
Mas não sei porquê, sinto-me mais um derrotado que um vencedor...
Tuesday, 23 September 2008
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