Nestes últimos dias ou sou realmente demasiado bruto ou demasiado parvo.
E ainda por cima com quem não merece.
Não posso querer que sintas por mim o mesmo que eu por ti.
Não posso deixar que isso me afecte.
Mas afecta. Sou tão humano quanto tu.
Nunca mo disseste que não o era.
Mas não mereces a minha frustração.
Não mereces a mágoa que sinto.
Nem tão pouco que a sinta.
Mas sinto.
Não te quero magoar a ti.
A ti que continuo a achar a pessoa mais bonita que conheço.
O que eu gostava de te abrir a alma e olhar lá para dentro.
Ver tudo, qualidades, defeitos, tudo.
Mas deves ter medo que fique a gostar ainda mais do que possa vir a ver.
Possa vir não.
Não posso.
E tu até evitas que o faça.
Sem querer ou por querer não interessa para nada.
Merda.
Porque exagero eu cada pequena ou banal atitude tua.
Porque me causa tanto impacto cada palavra saída desses teus lábios.
O que sinto fez de mim estúpido.
Onde é que foi morrer a minha racionalidade.
Tenho de me controlar.
E isso passa pelo silêncio.
Por não te falar mais a não ser do que for estritamente necessário.
Não escrever tanto como tenho feito.
Tentar sentir menos ainda.
Por um cubo de gelo dentro do peito.
A iniciativa tem de ser tua.
Porque minha vai sempre manchada com o raio do sentimento.
O que eu me vou odiar se isto for o principio do fim.
Mas se não te posso dizer o que sinto, ou porque não te diz nada, ou porque simplesmente te magoaria, então mais vale aguentar sozinho.
Não ganho nada em magoar-te a ti, e ás vezes isso revela-se inevitável.
Não quero a tua pena, quero só que entendas que de outra maneira, iriam existir dias onde te magoaria sem que merecesses.
É só isso que tento evitar.
Tento prolongar a tua alegria e o sorriso que tanto adoro.
Sim, vai custar remeter-me ao silêncio, vai custar ver morrer o que sinto, mas a vida não para, escorre pelo tempo.
E eu vou estar sempre aqui, minha querida, disponível para ti.
Sei que não gostas que to chame.
Mas o primeiro passo para o meu "auto-controlo" passa por deixar de te chamar o que sinto.
Passa por aceitar "as tuas regras".
E minha querida vais ser sempre, mesmo que um dia me apaixone por outra pessoa.
Vou mais uma vez tentar remendar a esfera onde se abriga a minha alma.
Aquela que tu reviras do avesso sem notar, e sem que eu saiba como o impedir.
Só espero que um dia entendas tudo o que se está a passar.
Não te falo mais, mas vou desejando o tom da tua voz...
Tuesday, 30 September 2008
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