Odeio que entres por mim a dentro, sem pedir licença e sem reparares.
Partes tudo o que tento arrumar, num sitio que só por si já está a cair aos bocados.
E ainda lhe chamaste "conversa banal".
Conseguiste fazer com que eu pusesse tudo o que sou e fiz em causa.
E nem deste por ela.
Magoa-me ao mesmo tempo que me alivia que não tenhas reparado.
Assim nem viste se gostavas ou se era demasiado feio o que estava para lá da porta que abriste.
A porta que eu tenho fechada para tudo e todos, mas que tu, sem licença e sem sabermos como, abriste com a maior das facilidades.
Neste momento não sei o que é maior.
O alivio, ou a mágoa da tua ignorância e insensibilidade.
E eu com medo de ser demasiado feio, quando tu nem sequer olhaste...
Monday, 29 September 2008
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