Ainda não foi desta que parei de escrever.
Tranquei a comiseração lá fora, na casota do cão.
Pobre animal que nunca o vi tão triste.
Agora a sério.
Às vezes gostava que as tuas mensagens fossem genuínas e não fossem só para sondar o que sinto por ti á procura de falhas e reacções.
Às vezes parece que queres, insinuas que queres, para dizer que não a seguir.
E ainda por cima admites.
Esse é um problema teu.
Ainda não percebi de que é que tens medo e o que é que realmente procuras.
O que sinto por ti tem falhas, claro.
Has de encontrar algumas, não me assusta.
Mas acima de tudo, é genuíno e existe.
Se não o queres, pelo menos não brinques com ele.
Tenho andado sossegado à custa disso.
De ti já não espero nada, embora admita que continuo a sonhar com contigo.
Com o que gostava de ter de ti.
Mas, estou cada vez mais mentalizado.
De ti, vou ficar só com o que sinto.
E isso que eu saiba, não é motivo de tristezas.
Talvez seja a tua falta de fé em mim.
A tua falta de reciprocidade.
Mas não te posso culpabilizar por isso.
Nem a mim.
Apesar de tudo, somos lhe superiores.
Ou já nem sequer nos falávamos.
Vou andando por aí com uns tais trinta mil cavalos a galopar no peito...
Friday, 21 November 2008
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