Não quero saber de mais nada,
não quero saber de sentimentos,
não quero saber de amor,
não quero saber de desejo,
de abraços, de sexo, de beijos,
de qualquer tipo de relação
seja ela como for,
que se foda esta alma penada,
mas no silêncio dos seus lamentos,
e que se foda isolada
no seu patético sofrimento.
Não quero saber dos sítios
que me lembram de ti,
do quão linda és
como pessoa e como mulher.
Não quero saber do que vejo,
quando os olhos se fecham
e me abrem o coração,
lembrando tudo o que não esqueci.
Não quero saber se o desejo
me acorda a perguntar,
pelo corpo que quer
para se poder matar,
despertando estes sentidos
que se diziam mortos,
e que morram as fantasias
onde eu te abraçava
e tu sorrias,
onde eu te amava
e tu gemias,
morram esses sonhos porcos,
porque eu só quero a solidão,
porque foi no caminho
da cabeça ao coração,
que nasceu este sentimento
e se perdeu a razão,
não quero saber de mais nada,
de mais nada,
da falta da tua confiança,
da falta do teu carinho,
da mais remota esperança,
da tua distância
ou de qualquer proximidade,
se sou mais velho que a idade,
se isto é tudo o que sou,
se isto é tudo o que sinto,
e se foi em menos que merda
que tudo isto me tornou,
minha querida tens razão,
na tua vida não é grande perda
um patético cheio de medo
do tamanho da sua paixão.
Não quero saber de mais nada,
queria era morrer mudo
de gritar por ti no sossego
da minha escuridão.
Não quero saber dos teus defeitos,
e os meus, os meus são perfeitos,
mas odeio odeio odeio,
odeio esta minha redução
a esta falta de senso,
em tudo o que escrevo,
e em tudo o que penso,
em tudo o que digo pelo meio.
Se estou desequilibrado
então que caia desamparado,
não quero saber do que sinto
e menos quero saber se minto,
não quero saber de mais nada,
não quero voltar a sentir,
mas a sentir por ninguém,
esta paixão que me faz carpir
como se ao amar morresse alguém,
que seja este o meu castigo,
que me roa por dentro e me sinta perdido,
por me deixar seduzir como amigo
por um beijo proibido.
Se eu falasse como escrevo
talvez conseguisses entender,
porque por medo não faço o que devo
quando o queria e devia fazer.
Não quero saber de mais nada,
de mais nada,
não quero saber de me lamentar,
não quero saber de ser sincero,
não quero saber de esperar
quando só eu é que espero,
menos quero de te magoar
armado pelo desespero.
Eu só sei que ha de ter um fim
e eu não o quero viver assim,
a solução jaz em mim...
Wednesday, 10 December 2008
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