Ontem morreu um sonho.
Não...infelizmente ainda não.
Vai morrendo.
E não, não te perdi o respeito.
Não perdi nada do que sentia por ti.
Ganhei foi alguma mágoa.
Porque sempre achei que estavas a ser sincera.
Que não me fazias fretes.
Que mo dizias na cara as vezes que fossem precisas, o que eu precisava de ouvir.
Só isso.
Era isso que eu esperava de ti.
E tu brincaste um bocadinho.
Doeu-me.
Sim, abanaste a confiança que tinha em ti.
Não sei quanta se perdeu e quanta se ganhou no fim da noite.
Não consigo fazer-lhe um saldo.
Não quero saber.
Recuso-me a perder uma amiga.
Especialmente uma de quem gosto tanto.
E sim, espero um dia vir a gostar mais de alguém que me retribua o sentimento.
Até lá não espero por ti.
Vou vivendo com este doente terminal até ao último dos dias dele.
Mas, no fim de tudo o que dissemos, devo-te no minímo uma explicação completa.
Detalhada.
Não escrita, falada.
Nem que demore horas a tentar exprimir-me oralmente, de maneira a que me percebas.
E mesmo assim, duvido que entendas tudo o que tenho para te dizer.
Não sei com que ideia é que vais ficar de mim.
Há pelo menos um assunto que quero esclarecer de vez.
De resto, as esfera fechou-se para tudo e todos...
