Saturday, 21 February 2009

Tinhas razão.
Cada vez acho mais que não te mereço.
Cada vez me acho mais uma merda por te ter feito o que fiz.
E se a culpa de tudo me consumia lentamente, hoje sinto-me a afundar ainda mais, mas no mar dessas chamas.
Dessas e de acordar para o facto de, mesmo estando sem te ver um mês e qualquer coisa, mesmo sabendo que ias partir mais cedo ou mais tarde para fora, não estar pronto para o embate.
E o meu comportamento para contigo esta noite arrasou-me o pouco que ainda estava de pé.
Estava revoltado com o que te fiz.
Estava e continuo.
Fiquei ainda mais quando subtilmente me voltaste a dizer que tinhas perdido a confiança em mim.
Fiquei ainda mais quando ao despedir-me de ti me disseste que pelo menos não te tentei beijar.
Enfiaste os dedos no meu desgosto e alargaste-me a ferida.

Sou tão estúpido ao ponto de deixar de ser racional e ficar completamente impulsivo.
Se me ofendem, ofendo.
Se me magoam, magoo.
Se me empurram, empurro.
E no fim, arrependo-me de tudo.
Quando já não há nada a fazer senão viver enquanto me consome o remorso do que fiz.

Depois veio a percepção de que realmente vou perder a simples hipótese de ter noticias tuas durante meses.
Quando me lembro que evitei falar contigo a noite toda com medo de dizer ou fazer alguma coisa que te magoasse.
E que me magoasse a mim por arrasto.
Sou mesmo uma merda.
Um completo desajustado.

O sal não apaga fogos.
E eu só sei que te quero tanto na minha vida, que estou em pânico por te perder por mais 6 meses.
O pior é que não mata mas dói como se o fizesse.

Espero por ti na volta.
Espero já te ter sobrevivido.
Espero reconstruir depois contigo, tudo o que tínhamos perdido.
Espero enquanto não o conseguir evitar, porque mesmo não te querendo perder, mesmo não me querendo afastar, desde aquele maldito momento que me assombra o fantasma de nos magoarmos.
E já o vimos vezes demais.
Uma era demais...

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