Friday, 31 July 2009

As vezes gostava só que me compreendesses.
E provavelmente compreendes.
E por isso mesmo te afastas.

No campo das probabilidades sabes que eu não quero mais ninguém.
Que não, não é um sacrifício, é uma escolha.
E que só espero duas coisas.
Que sejas feliz e que me deixem em paz, sozinho.

Não quero a piedade de ninguém.
Não quero saber dos sentimentos dos outros.
Não tenho pena nenhuma de mim.

São as minhas escolhas.
São as suas consequencias.
E só eu é que tenho de lidar com elas.
Quero tão somente a unica coisa que consigo suportar.

O meu abismal egoismo.

Vou estar aqui, disposto a tudo por ti.
Sempre não, porque sei bem que posso fazer outra escolha a qualquer momento.
Mas não suporto, fico indignado, se por me verem sem ti, se por me verem sozinho, perturbam a minha paz podre, que é só minha, e ma tentam tirar.

Com que direito.
Não quero nada de ninguém, minto, só de ti.
E a não o ter, como ambos sabemos, quero ficar assim, sozinho.
A respeitar a tua decisão, e á espera que respeitem a minha.

Deixem-me em paz, a apreciar-te a ser feliz.
Prefiro sonhar acordado que é comigo que partilhas o ar que respiras, do que acordar e descobrir que não és tu que estás ao meu lado, mas uma qualquer outra pessoa que, á força, tentou usurpar um lugar teu, por direito concedido pelo meu coração.

E neste momento, só mesmo á força o ocupam, e só enquanto eu não der por ela, o que atento como ando, porque a minha distracção é a minha melhor defesa, duvido ser possível.

Não te atrevas a tentar meter lá alguém.
Mete no teu e deixa o meu em paz.
Está vazio, deixar estar.
Assim o escolhi, e assim o quero deixar.

Já não bastam as saudades que tenho de ti, ainda tenho de aturar outras que me acham digno de ocupar sem pensarem no porque de assim estar.

Enfim, umbigo, cada um pensa no seu.
Deixem-me o meu.

Gostava era de voltar a ver o teu...

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