Queria contar-te a história da minha vida.
E ao mesmo tempo, ouvir-te a contares-me a tua.
Mas ser eu a acabar primeiro sabendo que a continuavas a contar.
Queria que as fossemos escrevendo os dois, mais ou menos cruzadas, de preferência bem apertadas, com nós cegos ou outros quaisquer, mais complicados de desfazer.
Mas a sensação que me crava o peito, como que com uma lâmina invisível, é de que não passa tudo de uma ilusão minha.
As nossas vidas tornaram-se paralelas.
E se dobro a minha, a tua dobra-se como se fosse uma alma gémea.
Sinto que estive este tempo todo a adiar o luto.
Daquilo que nos morreu.
Estou agora a atingir o limite, o ponto de saturação do meu desgosto.
Prestes a quebrar a qualquer momento.
Quanto mais aceito o resultado, mais me cresce o desgosto.
Maior se torna a dor, o lancinar dos gritos que o coração me manda quando te quer e vê que nos deixaste, para sempre...
Saturday, 3 October 2009
Subscribe to:
Post Comments (Atom)

No comments:
Post a Comment