Thursday, 9 September 2010

ando em baixo. pode-se dizer que pelo menos já é bom identificar o estado de espirito. e a partir daí tentar melhorar. eu sei porque me sinto em baixo. sempre que abrando um bocadinho em tudo o que faço para não abrandar, o coração acende-me na razão que a única que existe para estarmos tanto tempo sem falar, sem dar noticias, deve-se ao facto de não precisares de mim. nem do meu afecto. muito menos dele, do afecto. malditas saudades, que quando são tuas, vergam-me tanto o espirito. lá terei que me contentar com um telefonema a meio da noite porque não consegues fazer não-sei-o-quê no raio do computador. e eu, meio ensonado, lá vou tentar conseguir ouvir-te e fazer um qualquer pequeno milagre, como se a besta que sou fosse divina, à distância. sim, para ti à distância devo ser divino. não, não é verdade. foi a mágoa da situação que escreveu aquilo. mas tenho saudades tuas. quero a tua companhia. quero uma conversa de fim de noite sem significado aparente, mas nossa. só nossa. e quero-te a ti. conter este desejo que tenho de te deitar na cama, arrancar a roupa e de te encher de beijos e carinho. isto já não foi a mágoa que escreveu. foi o coração a divagar no desejo.

a verdade é bem diferente. tu nem te deves lembrar de mim. se por alguma razão falares de mim, acabas a dizer, como eu já te ouvi dizer de outros, que sou só mais um que estava apaixonado por ti. o meu mal é saber que estou. o meu mal é mesmo gostar tanto de ti. fazes-me uma falta que nunca vais entender. espero mesmo que nunca entendas. seria um péssimo sinal. gostava era que a matasses em mim com a tua presença. nestes tempos, a distância dói mais porque só depende da tua vontade e da falta que não sentes da minha companhia.

pudesse eu ser como tu e não a sentir...

1 comment:

  1. Obrigada pela generosidade de me deixares aceder aqui. Se considerarmos, como eu considero, que um blogue é uma espécie de casa, chegar aqui enquanto convidada, honra-me.

    Quanto ao que escreves, dizer-te apenas o que a minha avó sempre me disse: que atrás de tempos vêm tempos.

    Ou não. Às vezes não vêm ou tardam em chegar.

    Qualquer coisa, estou no sítio do costume.

    bj

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