Ontem montei a secretária.
Fartei-me de queimar borracha.
As miudas já estavam á porta a refilar por causa do barulho.
Tem um tampo de vidro.
Comprei o raio do iPod com o único objectivo de me isolar ainda mais e acabar de ficar surdo.
Cada vez mais distante.
De tudo.
De todos.
Espero que um dia, ao olhar para trás, consiga ler as "barbaridades" que aqui escrevo e sorrir.
Sorrir por ser feliz.
Se for contigo, melhor ainda, mas isso é um daqueles sonhos com tendência para se tornar um pesadelo.
Não porque nos damos mal, mas porque já tomaste a tua irrevogável decisão.
Arrancaste-me o coração á colherada e eu ainda te adoro.
Como podia eu deixar de o fazer?
Como é que vou eu deixar de o fazer?
Como se não bastasse sentir-me assim, depois deste "pico consumista", vem uma confirmação externa no Destak.
A "parva" da Isabel Stillwell, ou lá como se escreve o nome dela, estou com perguiça para ir ver, diz que num estudo qualquer se provou que pessoas tristes ou mais deprimidas, estão mais vulneraveis a impulsos consumistas.
Pode-se dizer que nos ultimos dois dias até resultou.
Agora chegou-me foi a factura da alma e não sei é se mesmo assim chega para pagar tudo.
Tenho saudades.
Como é possivel ter saudades só com duas semanas.
De alguém que rejeita o que de melhor temos para lhe oferecer.
Nem pela minha familia as sinto.
Como é possivel isto?
Como é possivel sentir tanto a tua ausência, logo a partir do segundo em que nos despedimos.
Não faz sentido.
Nada disto faz.
Só sei que a única vontade que tenho é de estar contigo, ao teu lado.
E sim, daqui a 10 anos, é na tua vida que quero estar.
Activamente.
Seja com que papel fôr.
E quero-te na minha.
Ainda to hei-de dizer das próximas vezes que falarmos.
Nas nossas próximas conversas "banais".
Sinto que te estou a perder.
O pouco quase nada que poderia ter.
Que a esperança está no seu ultimo folêgo.
Ou que se prepara para baixar tanto a pulsação que vai parecer morta de todo.
E sem ela, sinto-me inútil.
Não tenho nada que tu queiras que te possa dar.
Mas o que tenho é do tamanho do mundo.
Do meu mundo.
Thursday, 23 October 2008
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