Hoje sonhei contigo e com a tua ternura.
Julgava já ter passado esta fase.
A do deslumbramento.
Para dizer a verdade continuo a ver-te em todo o lado, a olhar para os vultos que dobram as esquinas, à espera de que sejas tu.
Até começo a odiar ir ao cinema.
A não suportar ver filmes.
Além de lá ir perder máquinas fotográficas, não há um em que de alguma forma não nos identifique com alguém na história.
Devo ser muito estúpido e devo andar a ver filmes de merda.
Até tentei cinema asiático, mas perdoa-me o desejo, quando chegou a parte das cenas de sexo, mandei o filme para o raio que o parta e não acabei de o ver.
Começo a achar isto uma patologia, e não gosto nada de me sentir assim.
Irracional como um paralelo da estrada.
Afinal, pode até ser impossível alguma vez vir a conquistar o teu coração,
mas neste momento, e nos seguintes, acredito que vim para ficar.
Resta-me esperar que o tempo passe depressa para me dar razão,
ou, que no fim, acabe por me libertar.
Mas para já nunca nos senti tão distantes.
Até lá, a minha insegurança assombra-me.
Maldito fantasma.
Não deixa o que sinto por ti em paz para se mostrar.
Só me deixa na dúvida sobre se tu o queres ver.
Não me posso permitir que a minha insegurança use o que sinto por ti para me anular e deixar de ser quem sou.
Sou mais forte que isso.
E o que sinto por ti vale mais que isso...
Monday, 29 December 2008
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