Quando é que sais dos meus sonhos para os meus braços?
Esta vida sem ti parece uma sala de espera, num clima sombrio, húmido e fúnebre.
As pessoas entram à espera que as chamem, seja para o que for, seja para onde for.
Não interessa.
Não ficam.
Desaparecem.
Talvez me deixem a mim, que continuo nessa mesma sala, à espera de ouvir o meu nome, a sonoridade do delas.
Talvez um rosto ou uma silhueta desfocada.
Um movimento qualquer.
Tão repentino como a passagem delas pela sala de espera.
A mim, parece que nunca mais me chamam.
E eu, eu espero nervosamente pelo momento.
Como que à espera de uma operação onde me estripam do corpo e da alma o mal que os tem corroído.
Acho que já te disse isto uma vez.
Mas posso sempre estar equivocado.
Não me desapareças tu.
Por favor...
Friday, 11 September 2009
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